Audiência de instrução e conciliação será hoje no TRT
SANTOS - Os operários portuários de Santos - que trabalham fora dos navios - iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado. Eles exigem o cumprimento da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que determinou aumento de 7% nos vencimentos, retroativos a março. Eles também reivindicam vale-transporte, vale-refeição e adicional noturno.
Menos abrangente que o movimento dos estivadores da semana passada - que parou o porto durante três dias -, a paralisação dos operários atinge todas a movimentação de mercadorias que exige a presença de homens em terra. A greve será discutida hoje à tarde em audiência de instrução e conciliação no TRT.
Ontem, 22 navios estavam atracados no cais, sendo que apenas nove operaram normalmente: cinco nos terminais privativos, que contam com mão-de-obra própria, e quatro no público, operando com granéis líquidos e trigo, que não necessitam dos operários.
O diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp), José dos Santos Martins, defendeu a negociação como melhor caminho para resolver o conflito. A grande saída não é judicial, mas negocial, disse, lamentando que até o final da tarde os trabalhadores ainda não haviam respondido se aceitavam ou não a contraproposta. Infelizmente os operários optaram pela greve, nesta época de fim de ano, causando grande prejuízo para importadores, exportadores, operadores e para os próprios trabalhadores, que ficam sem trabalho.