O estivadores do Porto de Santos, o maior do país, decidiram neste sábado, em assembléia, manter a greve que entra neste sábado no quinto dia consecutivo. O clima no cais foi tenso neste sábado, marcado por protestos da categoria
Escoltados pela polícia, os escaladores do órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) compareceram novamente ao porto para realizar a escala de trabalhadores, mas os portuários não atenderam ao chamado.
Segundo informações do jornal A Tribuna, de Santos, a categoria interditou a avenida Portuária para protestar contra a transferência da escala dos estivadores para Ogmo. Os manifestantes atearam fogo em alguns pneus de caminhão e formaram barricadas. O protesto foi contido pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros.
Na quinta-feira, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, Francisco Antonio de Oliveira, determinou que a categoria retornasse ao trabalho, sob pena de multa diária de R$ 50 mil ao sindicato da categoria.
A paralisação deve-se a uma discordância relativa à escala de trabalho dos estivadores. O Sindicato da categoria organiza as tarefas há 70 anos, mas perdeu na Justiça a autoridade de exercer essa função, beneficiando o Ogmo. Os estivadores, porém, não concordam em ter a escala feita pelo órgão.